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Letras Aventureiras | Por João e Luís Jesus

De João Jesus e Luís Jesus, nomeados os mais jovens escritores portugueses em 2016.

20
Jun18

"A Primeira Vez" - Ana Ribeiro

João Jesus e Luís Jesus

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A vida. A vida é feita de primeiras vezes – frase curta por vezes simples, por vezes complicada –;ao longo da nossa vida vai haver sempre coisas que nunca fizemos pela primeira vez e cuja curiosidade e vontade nos vai impelir a experimentar coisas novas… pela primeira vez. Mais uma aprendizagem, mais um conhecimento adquirido; por vezes é necessário experimentar a primeira vez para errar, para acertar, para reinventar, para lutar, para tentar, para insistir: para nunca desistir.

Lembro-me da primeira vez que fiz um amigo: das coisas que partilhamos, dos sorrisos que demos, da confiança e cumplicidade que criamos. Dos olhares que trocamos, daquele abraço que nunca me esqueci, das palavras que dissemos.

– Vamos ser amigos para sempre, não vamos? – Perguntei.
– Claro que sim! – Disseste.
– Nunca, jamais, nos vamos separar, pois não? – Insisti.
– Connosco, isso nunca vai acontecer.

E não aconteceu e estamos juntos.

Lembro-me da primeira vez que descobri o amor; foi tão bom que nem sei explicar. As borboletas na barriga, as palpitações, as mãos a tremer, as insónias: pensava tanto em ti que nem conseguia adormecer com medo que o tempo voasse e te fosse esquecer. No dia seguinte, madruguei; vesti-me a preceito (linda como sabia que irias gostar) e fui ao teu encontro; foi amor à primeira vista – amor louco, desassossegado, temperado, persistente –, olhamo-nos e deixei-me perder, sorriste-me para me derreter, abraçaste-me e beijaste-me e no teu regaço senti-me pequena. Sussurraste-me ao ouvido as palavras que sempre procurei e desejei ouvir e senti-me amada e desejada.

Esta foi a primeira vez, lado a lado com dois sentimentos tão fortes e semelhantes.

Mais depois há outras primeiras vezes: a primeira vez que escrevi um texto, numa noite de Inverno, sentada no escritório, em frente ao computador, de chávena de chá na mão, que me encontrei com as palavras certas, com os sentimentos perfeitos, com o que queria dizer mas tinha medo de fazer. Que orgulho chegar ao fim e ficar feliz com o que podia ler-se na tela.

A primeira vez que viajei pelo mundo fora, sozinha, em busca da minha essência, do meu lugar, da minha independência de me reencontrar.

A primeira vez que fui a um concerto de música contigo ao meu lado: juntos, embalados pela noite, pelos aromas, pela lua, pelo calor humano, pela música e pelos passos descoordenados que fomos dando: um passo de tango aqui; uma valsa ali, um tcha-tcha acolá. Gosto de fazer parte de ti.

A primeira vez é especial, marca e jamais se esquece.

 

Texto de Ana Ribeiro, escritora e blogger do blog "Escreviver"

13
Jun18

"Regresso Adiado" - Ana Ribeiro

João Jesus e Luís Jesus

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Há muito tempo que me tinhas pedido para recomeçarmos tudo de novo, mas eu continuava a dar-te uma resposta no silêncio: “talvez… quem sabe, um dia! Ou talvez não; talvez nunca mais, talvez até nem volte a resultar”. Por não me sentir preparada para esse voltar ao teu lado; no vidro do carro num dia de chuva encontrei um pequeno pedaço de papel com a tinta já desbotada – devia estar ali há horas! -, que dizia: “volta”.

Sabia que era teu; estremeci. Guardei o pedaço de papel no bolso do casaco, meti-me no carro e segui para casa; à noite – quando menos esperava – toca o telefone: eras tu!

Viste o meu bilhete? – Perguntaste-me.

Disse-te que sim. Voltaste a pedir-me o mesmo. “Volta! Sabes que ainda te amo!”

“As coisas não são bem assim; não se começa tudo de novo como se troca simplesmente de peça de roupa” – Disse-te.

“Desculpa-me. Acredita que não te queria magoar” – Disseste-me.

“Mas magoaste, não com palavras, mas com gestos. Não é fácil perdoar”

“Dá-me uma oportunidade, por favor: só uma, para eu me redimir!” – Pediste-me assim sem mais nada.

“Preciso de pensar!”

“Porquê?”

“Porque há erros que não se podem repetir”

“O que tivemos foi um erro?” 

A chamada ficou de repente em suspenso; toca a campainha, fico sem reacção, dividida entre abrir a porta ou continuar a falar contigo.

Abro…

Então, agora já me podes perdoar? – Disseste de sorriso doce estampado no rosto – Desculpa as flores virem molhadas, mas o que conta é a intenção.

Eras tu todo molhado, com um ramo de rosas na mão; olho-te nos olhos:

(De facto era bem verdade!) Não! O que nós tivemos não foi nem nunca será um erro.

O que eu fiz é que foi um valente acidente de percurso.

 Beijamo-nos!

Agora sim estavas perdoado. E eu também te amava (na falta de coragem de to dizer…)

 

Texto de Ana Ribeiro, escritora e blogger do blog "Escreviver"

03
Jun18

"Sentada no Telhado"

João Jesus e Luís Jesus

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Agarrava-se às telhas com imenso cuidado e subia com delicadeza. Não queria mesmo cair no chão, pois se caísse nunca mais se levantava.

Com imenso cuidado, chegou ao telhado, à parte mais alta daquele orfanato, a que chamava casa.

Porém, nestes dias, ela sentia-se triste. Estava quase a fazer dezoito anos, o que significava que estava quase a ter de sair do orfanato, pois era a idade máxima. Nunca ninguém a adotara devido à cicatriz que tinha numa das bochechas.

Sentou-se no telhado, tirou a mochila das costas e tirou o copo de café e o seu diário. Bebeu um gole do café quente e começou a escrevinhar o que sentia.

Sentia-se mal por ter aquela maldita cicatriz. Aquela cicatriz horrível que foi feita quando ainda vivia com o seu pai, que era um alcoólico tremendo. Todas as noites ele lhe batia, mas naquela noite, decidiu bater-lhe com uma das garrafas espalhadas pela casa.

Lembrava-se da enorme dor que a atravessou quando a garrafa lhe batera na bochecha direita. Sentiu a cara a rebentar, os vidros a espetarem-se na bochecha, o sangue a sair com enorme rapidez.

E depois lembrou-se da sua salvação. Felizmente, a vizinha que era uma coscuvilheira das grandes, ouviu os gritos dela. Ligou para a polícia, prenderam o seu pai e ela foi levada para o orfanato. Tudo isto quando tinha oito anos. Já sofrera muito.

E depois, esperava no orfanato por uma família boa que a fosse acolher. Todas a olhavam com felicidade quando a viam pela primeira vez, mas depois reparavam na enorme cicatriz e nunca mais falavam com ela.

E com o passar dos anos, foi-se mentalizando que nunca seria adotada. Que iria ficar ali, a ver os amigos a sair enquanto ela continuava ali, à espera, com o seu diário no colo.

Deu mais um gole no café e olhou para o horizonte, com as lágrimas das lembranças nos olhos. O sol estava quase a nascer, faltavam apenas alguns minutos.

Não queria ser indesejada para sempre. Queria ser feliz como os amigos. Queria ter uma família para amar, queria sair com os amigos, queria sentir-se amada.

Limpou as lágrimas da cara. O sol começava a sair das colinas.

Levantou-se, prometendo a si mesmo que nunca mais iria ficar à espera. Queria esquecer tudo de mau que aconteceu.

Aproximou-se da beira do telhado, do lado que ficava mais perto do rio e rapidamente, sem grandes pensamentos e num ato de coragem, atirou o diário para a água. Não queria ler mais e relembrar aquelas lembranças terríveis.

Sorriu, com a cara molhada das lágrimas e viu o sol sair do seu esconderijo.

“Um novo começo”, pensou. Estava pronta para começar a viver a sério.

 

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31
Mai18

Resenha do filme "Love, Simon"

João Jesus e Luís Jesus

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Antes de ontem, tive a oportunidade de assistir a um dos filmes que eu mais queria ver este ano.

Fiquei interessado por este filme porque fizeram-lhe um tipo de publicidade numa série que eu adoro, "Riverdale". Num dos episódios da segunda temporada, os personagens principais foram ao cinema ver a estreia deste filme.

Fui ver o trailer e fiquei interessado, por isso fui ver a data de estreia em Portugal. Mas credo! Ainda nem estreou em Portugal! Estreia dia 21 de junho, por isso, quem quiser ir ver ao cinema, recomendo muitíssimo.

Devo dizer que este filme excedeu muito e muito as minhas expectativas. Agora quero ler o livro.

"Love, Simon" é um filme de comédia, romance e drama. O trailer deixa uma vontadezinha de ver e ficamos a achar que vai ser apenas outro filme mal feito. 

Mas, oh meu deus, ainda bem que arrisquei e vi! Está simplesmente fantástico! Para mim, este foi o melhor filme de 2018, até agora.

"Love, Simon" conta a história de Simon Spier, um adolescente de 17 anos, com uma vida absolutamente normal. Tem uma boa família, amigos verdadeiros e uma boa vida escolar.

Mas, Simon esconde um grande segredo que nunca tentou contar a ninguém. Simon nunca se sentiu atraído por raparigas, apenas por rapazes. Devo referir que houve uma parte no filme que me deixou de risos. Um dos "crushes" do Simon era o Daniel Radcliffe (Harry Potter) e este tinha muitos sonhos com ele quando era criança.

Simon nunca teve coragem de se assumir, até que um dia, num blog de coscuvilhices da sua escola, o "Creeksecrets", um rapaz publica um post, assumindo que é gay e que não tem vergonha de o ser, mas não diz o seu nome. Ele escreve como "Blue". Ele encoraja as pessoas iguais a ele a não terem medo e assumirem-se também.

Simon fica espantado com a coragem de Blue e contacta-o imediatamente através do e-mail que este deixou no post. Ele envia-lhe um e-mail através de uma conta falsa a contar-lhe que é igual a ele, que tem uma vida absolutamente normal, excepto que tem o mesmo segredo que Blue.

Simon começa assim, uma troca de e-mail enorme com Blue, nunca revelando a sua identidade. 

Até que um dia, Simon vê o seu e-mail na biblioteca da escola e esquece-se de fechar e um dos seus colegas abre os e-mails de Simon e Blue e ameaça divulgá-los se ele não a ajudar a conquistar uma das melhores amigas de Simon.

E assim se desenrola o filme! Simon tenta descobrir quem é Blue e tenta não deixar o colega divulgar os e-mails.

Adorei cada segundo, foi espantoso! Superou mesmo as expectativas. Teve também muito cómicos, alguns que me deixaram a rir às gargalhadas.

E já agora, um grande aplauso para a brilhante atuação de Katherine Langford (Hannah em "13 Reasons Why"). Esteve fantástica na pele de Leah, a melhor amiga de Simon. Muito bem, tão jovem mas com imenso talento.

Recomendo que vejam este filme! No fim, transmite uma mensagem enorme e o filme é absolutamente espantoso. Recomendo muito e mais uma vez, este é o meu filme preferido por enquanto. Sem palavras.

 

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30
Mai18

"Um Acaso Com Sentido" - Ana Ribeiro

João Jesus e Luís Jesus

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Tudo começou no Verão passado, em pleno calor Alentejano; Leonor estava longe de imaginar o impacto que aquela SMS desconhecida iria ter na sua vida.

As aulas nunca mais chegavam ao fim, estávamos em Junho de 2014 e era uma chatice ter aulas a torrar dentro da sala, com um sol e um calor magníficos lá fora e os professores – chatos como tudo – não se calavam um minuto, era matéria atrás de matéria já para não falar nos malogrados exames nacionais, dos quais se falava todos os dias (uma seca!). Que estavam mesmo à porta. Um inferno.

Nunca mais via a hora de chegar Agosto para juntar os amigos e irem à aventura pelo Alentejo; Leonor era uma jovem divertida, extrovertida, aventureira, determinada e decidida. Depois de quase dois meses de estudo intensivo, quase sem tempo para respirar, os exames chegaram ao fim. As notas só sairiam lá para Setembro, o que era óptimo, pois podiam desfrutar ao máximo das merecidas férias.

E o Agosto chegou, cheio de calor e Sol – propício a uns bons mergulhos -, a Leonor e os amigos fizeram as malas, apanharam o autocarro em Lisboa e seguiram para Évora. Destino: Praia de Vila Nova de Milfontes.

Os primeiros dias foram uma tremenda loucura: noites ao relento, pesca, praia, mergulhos, campismo, gargalhadas e muita alegria e diversão, até que numa das muitas tardes de piscina, Leonor recebeu uma mensagem no telemóvel de um número desconhecido: “Vem ter comigo”, podia ler-se; riu-se – aqueles pequenos equívocos eram sempre tão engraçados e deliciosos – e partilhou logo tudo com os colegas que desataram à gargalhada; de seguida, decidiu fazer aquilo que habitualmente toda a gente faz em situações como aquela: “Desculpe, enganou-se no número”. E as férias prosseguiram…

Dois dias depois, a Leonor voltou a receber uma nova SMS do mesmo número, com o seguinte conteúdo: “Continuo à tua espera”: Mas que raio; persistente a pessoa do outro lado – pensou; no entanto não deixava de ter a sua piada. Em conversa com os amigos confessou estar deveras curiosa para saber de quem seria aquele número e a Kika incentivou-a a arriscar e a enviar uma mensagem de volta perguntando quem era.

Leonor ficou renitente em aceitar, as mensagens podiam ser enviadas por imensas pessoas, podia até ser um homem de cinquenta anos; no entanto, a curiosidade espicaçou-a a ponto de se atrever o suficiente e arriscar enviar a mensagem com o seguinte conteúdo: “Quem és?”; mais simples, concisa e direta não poderia ser. Agora era só saber esperar que respondessem.

Minutos depois o telemóvel avisou a recepção de mais uma mensagem; era ele: “E tu quem és?”. Começava a ficar entusiasmada e a gostar daquele mistério todo, pegou no telemóvel e respondeu: “Chamo-me Leonor e tu?”

Leonor ficou a saber que as mensagens misteriosas dos últimos dias vinham de um rapaz chamado Rui, tinha 21 anos e era de Lisboa – eram vizinhos e isso dava-lhe uma pica…! –; desculpou-se como pôde dizendo que pensava que estava a enviar as mensagens para a namorada.

Nos dias que se seguiram continuaram a trocar mensagens, mas com mais frequência – às vezes estavam horas a enviar mensagens um ao outro –, agora queria saber mais coisas sobre ele: o que fazia, o que mais gostava de fazer, quais os seus sonhos; essas coisas todas, não podia deixar que as coisas ficassem só por ali. Depressa, a Leonor ficou a saber que Rui estava prestes a entrar para a Marinha, mas que era uma escolha que não lhe agradava muito, por ser uma imposição dos pais; não era o que queria para a sua vida, o seu maior sonho era seguir artes: ser pintor. Para além disso ia ser obrigado a perder um ano da faculdade e a afastar-se da família e da namorada o que lhe ia custar imenso: estavam juntos há quase três anos.

Leonor ficou triste, não imaginaria como reagiria se os pais a obrigassem a seguir uma carreira da qual não gostasse ou com a qual não se identificasse; Rui perguntou-lhe quando regressaria a Lisboa e ela disse-lhe dali a três dias: prometeram encontrar-se pessoalmente.

E assim foi, três dias depois a Leonor e os amigos regressavam a Lisboa; Rui foi até à estação do Oriente onde esperou pela chegada do autocarro, foi fácil reconhecer a Leonor, não era muito diferente daquilo que tinha visto nas fotografias que tinham trocado, aliás, conseguia ser ainda mais bonita. Abraçaram-se e aproveitaram para passear pelo Parque das Nações; Leonor apercebeu-se que apesar de Rui se mostrar muito feliz pelo encontro com ela, havia algo que o preocupava.

Ele contou-lhe que tinha terminado tudo com a namorada Carolina, que ela não tinha sabido compreender as suas dúvidas, incertezas e inseguranças acerca da entrada para a Marinha – do seu futuro –, respeitar o seu próprio espaço; que queria ser sempre o centro das atenções em tudo e para tudo, que tudo girasse à sua volta e que ainda lhe tinha dito que ele era um miúdo imaturo, que não sabia o que queria.

Apesar de tudo, Rui estava destroçado porque gostava muito dela; ele e a Leonor passaram a estar juntos todos os dias e ela aos poucos conseguiu que ele fosse reagindo. Ele confidenciou-lhe que se seguisse o que o pai queria (principalmente o pai!) nunca seria feliz, mas que também não tinha coragem de o contrariar, de o enfrentar e de o desiludir; explicou-lhe que o pai sempre sonhara alistar-se na Marinha, no entanto, nunca conseguiu concretizar esse sonho e agora queria a toda a força que ele lhe seguisse as pisadas obrigando-o a realizar o sonho dele – que não era nem nunca seria o seu sonho -.

Leonor incentivou e encorajou o Rui a reunir-se com o pai e a explicar-lhe o que sentia e pensava, que o pai não o podia obrigar a seguir um sonho que não era o seu. A medo, ele disse que ia tentar.

Dois dias depois, reencontraram-se nos Armazéns do Chiado, Rui parecia diferente; enquanto comiam um gelado e passeavam, contou-lhe que tinha ganho coragem para ter uma conversa séria com o pai, fazendo-o perceber que apesar de não ter conseguido concretizar o sonho dele não podia passar toda a sua frustração para ele, obrigando-o assim a seguir um caminho que não partilhavam. Ainda discutiram, mas depois o pai entendeu que estava de facto a proceder mal e pediu desculpa pela pressão que tinha exercido sobre ele. Problema resolvido.

Leonor ficou radiante e Rui decidiu pedi-la em namoro; ela aceitou.

No dia seguinte ia ser um dia muito importante para o Rui, ia inscrever-se na Faculdade de artes e seguir o seu sonho.

E a Leonor ia lá estar, afinal de contas a felicidade pode encontrar-se mesmo nas pequenas coisas.

 

Texto de Ana Ribeiro, escritora e blogger do blog "Escreviver"

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João Jesus

Chamo-me João Jesus. Sou escritor e blogger! Sou português e habito num concelho do distrito de Vila Real! A leitura, a escrita e o filme são as minhas grandes paixões.

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Chamo-me Luís Jesus. Sou ilustrador e blogger. Adoro ilustração e tecnologia. Apesar de ser ainda novo, o meu sonho é licenciar-me em engenharia informática e visitar países como a Austrália, Singapura, China e EUA.

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