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Letras Aventureiras | Por João e Luís Jesus

De João Jesus e Luís Jesus, nomeados os mais jovens escritores portugueses em 2016.

30
Abr16

"No Irving Plaza"

João Jesus e Luís Jesus

"- Estava a pensar em ir ao Irving Plaza! São 20 minutos! Temos é de atravessar quase toda a cidade de Nova Iorque! – Digo eu, ligando o GPS- Não é aquele café de música? Fui lá uma vez com o meu avô e adorei! – Diz ela, saltitandoLiguei o carro e pus o cinto de segurança. Moli fez o mesmo e dei-lhe uns óculos de sol da minha mãe, que estavam no porta-luvas. Foram uns longos 20 minutos a ouvir música country que dava na radio KLAD.Depressa chegamos ao café musical. Agarrei na carteira e saímos do carro. Lá fora já se ouvia a música que estava a ser cantada no café. Reconheço aquela voz. Entramos e olhei para o grande palco colocado no fundo da sala do café. É a Meghan Trainor! Adoro as músicas dela!- Anda! – Diz-me Moli, estendendo-me a mão- Eu não sei dançar! – Respondo-lhe- Não interessa! Eu também não! – Sussurra ela, agarrando-me a mãoA sala estava cheia de gente. Meghan está a cantar “Like I´m Gonna Lose You” que é a minha música preferida. Moli vai até ao centro da pista de dança e eu vou atrás dela. Ela gosta mesmo de ser o centro das atenções! Olha para mim com um olhar estranho, mas bonito. A música pode mudar o mundo, porque pode mudar as pessoas, como diz Bono Vox. Realmente, agora é verdade! Nunca tinha visto Moli assim! Mas gosto de ver! Podia ficar a observá-la para sempre, mas algo me vai impedir, uma coisa chamada Morte.Moli põe as mãos nos meus ombros e eu agarro-me à cintura dela. Ela lá começou com uns passos que eu até sei, mas depois começa a complicar a dança. Dançamos até ao fim da música, até que Meghan se lembra de chamar um convidado especial, para se juntar a ela. É o Charlie Puth! "

3

João Jesus, In "Até que a doença nos separe"
30
Abr16

Concurso "Ribeira Empreende"

João Jesus e Luís Jesus

Como vos tinha dito antes no facebook, eu e o meu irmão ganhamos dia 29 de abril, o prémio do 3º melhor projeto no concurso "Ribeira Empreende", concurso promovido pela organização do CLDS Sol Nascente. Ficam aqui alguns registos acerca do mesmo! :)

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30
Abr16

Citação do Dia 30/04/2016

João Jesus e Luís Jesus
"- E então o leão se apaixonou pelo cordeiro... - murmurou ele.Virei a cara, escondendo os olhos enquanto me arrepiava com a palavra.- Que cordeiro imbecil - suspirei.- Que leão masoquista e doentil."Stephenie Meyer, Crepúsculo
29
Abr16

"Os Professores"

João Jesus e Luís Jesus
O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita.O material que é trabalhado pelos professores não pode ser quantificado. Não há números ou casas decimais com suficiente precisão para medi-lo. A falta de quantificação não é culpa dos assuntos inquantificáveis, é culpa do nosso desejo de quantificar tudo. Os professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade.Basta um esforço mínimo da memória, basta um plim pequenino de gratidão para nos apercebermos do quanto devemos aos professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de tudo. Há algo de definitivo e eterno nessa missão, nesse verbo que é transmitido de geração em geração, ensinado. Com as suas pastas de professores, os seus blazers, os seus Ford Fiesta com cadeirinha para os filhos no banco de trás, os professores de hoje são iguais de ontem. O acto que praticam é igual ao que foi exercido por outros professores, com outros penteados, que existiram há séculos ou há décadas. O conhecimento que enche as páginas dos manuais aumentou e mudou, mas a essência daquilo que os professores fazem mantém-se. Essência, essa palavra que os professores recordam ciclicamente, essa mesma palavra que tendemos a esquecer.Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança. Vemo-los a dar forma e sentido à esperança de crianças e de jovens, aceitamos essa evidência, mas falhamos perceber que são também eles que mantêm viva a esperança de que todos necessitamos para existir, para respirar, para estarmos vivos. Ai da sociedade que perdeu a esperança. Quem não tem esperança não está vivo. Mesmo que ainda respire, já morreu.Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a esperança. Envergonhem-se aqueles que dizem que não vale a pena lutar. Quando as dificuldades são maiores é quando o esforço para ultrapassá-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter nascido o mundo inteiro. Temos a graça de uma voz, podemos usá-la para exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posição.Em anos de aulas teóricas, aulas práticas, no laboratório, no ginásio, em visitas de estudo, sumários escritos no quadro no início da aula, os professores ensinaram-nos que existe vida para lá das certezas rígidas, opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televisão por um instante, chegaremos facilmente à conclusão que, como nas aulas de matemática ou de filosofia, não há problemas que disponham de uma única solução. Da mesma maneira, não há fatalidades que não possam ser questionadas. É ao fazê-lo que se pensa e se encontra soluções.Recusar a educação é recusar o desenvolvimento.Se nos conseguirem convencer a desistir de deixar um mundo melhor do que aquele que encontrámos, o erro não será tanto daqueles que forem capazes de nos roubar uma aspiração tão fundamental, o erro primeiro será nosso por termos deixado que nos roubem a capacidade de sonhar, a ambição, metade da humanidade que recebemos dos nossos pais e dos nossos avós. Mas espero que não, acredito que não, não esquecemos a lição que aprendemos e que continuamos a aprender todos os dias com os professores. Tenho esperança.José Luís Peixoto, in 'Visão (Revista)'

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João Jesus

Chamo-me João Jesus. Sou escritor e blogger! Sou português e habito num concelho do distrito de Vila Real! A leitura, a escrita e o filme são as minhas grandes paixões.

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Luís Jesus

Chamo-me Luís Jesus. Sou ilustrador e blogger. Adoro ilustração e tecnologia. Apesar de ser ainda novo, o meu sonho é licenciar-me em engenharia informática e visitar países como a Austrália, Singapura, China e EUA.

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